"A ideia de prender Claudineia foi revogada em assembleia europeia".
Ficou estranho, né? Vai ser difícil se acostumar com essa reforma ortográfica. Essa não é a primeira vez que o português muda (ainda bem, imagina escrever pharmácia até os dias de hoje?) e pelo menos dessa vez a mudança tem um propósit: unificar o português em todos os países em que a língua é falada. Ó!
O que eu não entendo é a razão da unificação da língua. Será que é só para poder falar: "Que orgulho. Minha língua é igual à de Guiné-Bissau, Timor Leste e São Tomé e Príncipe". Maravilha.
O nosso querido presidente molusco disse o seguinte no dia da assinatura do novo acordo ortográfico: “É o reencontro do Brasil com suas raízes mais profundas. Como avançar sem fortalecer a língua, como produzir bens culturais e didáticos sem uniformidade?”. Pois é, quem vai avançar são as editoras que vão lucrar com tudo isso.
Para mim, até agora, a nova reforma só trouxe dor de cabeça. E acredito que para todos também. Já estava tão acostumada a escrever ideia com acento, micro-ondas sem hífen, antissocial separado...
Bom, tem uma notícia boa em meio a tudo isso. Pelo menos a Claudineia não foi presa...
Com a proximidade do julgamento do recurso extraordinário do Ministério Público Federal que questiona a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, a polêmica volta à tona.
Dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, seis já se manifestaram contra a exigência do diploma. Um deles é o presidente do STF, Gilmar Mendes, que há dois anos suspendeu a obrigatoriedade de formação jornalística em uma liminar.
Segundo uma pesquisa da Federação Nacional de Jornalistas, 74,3% dos dois mil entrevistados disseram ser a favor da obrigatoriedade. Apenas 13,9% defendem a idéia de que qualquer pessoa possa exercer a profissão.
Os jornalistas estão se mobilizando para tentar conseguir um resultado positivo para a classe. No último dia 31 de outubro, em uma sessão da Câmara Minicipal de Santos, estudantes e profissionais participaram de um ato a favor da obrigatoriedade.
No evento, jornalistas discursaram a favor do diploma. O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, José Augusto Camargo, lembrou que “o diploma prepara e qualifica o profissional. Sem a escola, ele seria formado aos trancos e barrancos na redação. O curso de Jornalismo organiza o mercado, seleciona as pessoas mais qualificadas. Além disso, garante uma remuneração adequada”.
A exigência do diploma não prejudica a população, que continuará sendo ouvida e tendo seu espaço na mídia. É o que pensa a ex-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Beth Costa, afirmou em um artigo do site da Fenaj que “qualquer cidadão pode se expressar por qualquer mídia, a qualquer momento, desde que ouvido. Quem impede as fontes de se manifestar não é nem a exigência do diploma nem a regulamentação, porque é da essência do jornalismo ouvir infinitos setores sociais, de qualquer campo de conhecimento, pensamento e ação”.
Ela ainda lembra que a profissão é regulamentada há 70 anos. “A defesa da regulamentação profissional e do surgimento de escolas qualificadas remonta ao primeiro congresso dos jornalistas, em 1918, e teve três marcos iniciais no século 20: a primeira regulamentação, em 1938; a fundação da Faculdade Cásper Líbero, em 1947 (primeiro curso de jornalismo do Brasil) e o reconhecimento jurídico da necessidade de formação superior, em 1969, aperfeiçoado pela legislação de 79. Foi o século que também reconheceu o jornalismo como profissão”.
Histórico – A discussão começou em outubro de 2001, quando uma liminar da juíza federal Carla Rister suspendeu a exigência do diploma e o Decreto-Lei nº 83.284/79, que propõe que "o exercício da profissão de jornalista requer prévio registro no órgão regional do Ministério do Trabalho". A decisão da juíza se baseou no argumento de que "a formação cultural sólida e diversificada não se adquire apenas com a freqüência a uma faculdade, mas pelo hábito de leitura e pelo próprio exercício da prática profissional”.Oito meses depois, a juíza Alda Bastos, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, determinou que o diploma voltasse a ser obrigatório. A decisão foi novamente contestada em diversos tribunais, até que a situação foi revertida em outubro de 2005, quando o Tribunal Regional Federal derrubou a liminar contra o diploma.
No ano seguinte, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, relatou uma medida cautelar que garantiu o exercício profissional a pessoas que trabalhavam na área sem ter o registro no Ministério do Trabalho.
Agora, a medida está para ser julgada no STF, e a qualquer momento os ministros podem tomar uma decisão final.
Você sabia?
O diploma não é obrigatório nos na Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, China, Costa Rica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Peru, Polônia, Reino Unido, Suécia e Suíça. Apesar disso, em todos existe uma regulamentação e alguma maneira de selecionar quem poderá produzir conteúdo para os veículos de comunicação.
Amanda Serra
Que tal desregularizarem o diploma de medicina? E o de direito, arquitetura, engenharia e por aí vai...
Aí todo mundo ia poder fazer tudo. Justo.
Peloamordedeus, por que todo mundo acha que pode ser jornalista? O que essa profissão tem que todo mundo acha que é um super repórter e quer dar pitaco? Que fique cada um na sua, oras, bolas.
Isso é um desabafo. Estou cansada de ligar a tv e ver notícias sobre o caso Isabella. A cobertura da mídia está exagerada, quase sensacionalista. Isso é comum em casos como esse, principalmente os que envolvem crianças, como no caso de João Hélio. O que a população precisa saber é a resolução do caso, e não se a mãe foi ao supermecado com tal carro, voltou em outro e bla bla bla. Acho que essa cobertura exagerada só é pior para que tudo se resolva, só aumenta a pressão da população, que não se intimida em apontar os culpados com seus "achismos". E o que me desanima mais, é que, quando este caso for esquecido ou resolvido, logo mais outro virá, e aí começa tudo outra vez...
Se o Santos ainda tem alguma pretenção de ser tri paulista, a chance de provar isso é no clássico contra o Corinthians. O jogo promete e tem ares de final. O Santos precisa vencer para ficar mais perto do G-4. O Corinthians precisa da vitória para se manter nesse grupo. O Santos vai contar com Kléber Pereira, que estava afastado. O Corinthians provavelmente terá a volta de Diogo Rincón.
Depois do timão, o Santos pega o Rio Claro e a Ponte Preta. É possível se classificar, mas teria que juntar uma série de fatores. Sinceramente, não confio no time do Santos. Há a possibilidade de ir para a semifinal, claro, e como santista tenho que acreditar, mas o time do Santos precisa me conquistar de novo.
Tínhamos um time bom no ano passado e a saída de alguns jogadores, imprescindíveis para o clube, foi fulminante. É visível a falta que o Zé Roberto faz. Agora com o Kléber jogando mais no meio, parte do problema fica resolvido. Mas aí basta olhar para o resto do time e pronto, é decepção.
O sentimento que ronda todos os santistas é a nostalgia. Não falo do Pelé, até porque não peguei essa época, mas falo dos meninos da vila, do costume de ver um jogo do santos e poder falar, com orgulho e olhos brilhando: "esse é meu time...". Agora, falta é coragem para assistir aos jogos. Mesmo com a melhora nos últimos jogos, o time não é daqueles que se fale "p... que time do c..."
Tudo o que eu peço para o time é a vitória e a raça. É pedir muito para os jogadores darem seu sangue pelo clube? Não precisamos revidar os 7x1, mas vencendo tá certo. Acho que a torcida merece.
Tá aí um filme que me surpreendeu: "O Signo da Cidade", longa produzido, estrelado e roteirizado por Bruna Lombardi, e dirigido pelo seu marido, Carlos Alberto Riccelli.
O filme gira em torno da astróloga Teca, vivida por Bruna, que tem um programa de rádio, onde ajuda as pessoas. Ela é o centro de todas as histórias, que são entrelaçadas, lembrando um pouco "Crash - no limite", de Paul Haggis. Todos os personagens tem alguma ligação com Teca. O pai que está internado, a equipe que cuida dele no hospital, a amiga do programa de rádio, um louco que é obcecado por suas leituras astrais, seus ouvintes, seu vizinho e a mãe.
As histórias são ambientadas em São Paulo e é repleto de desgraças, com cenas fortes. Há assassinatos, mortes, espancamentos, tiros, assaltos. O filme é um choque para quem assiste. Quando a luz se acendeu no cinema, todos que estavam na sala ficaram parados, olhando para a tela por uns bons minutos. Fui a última a sair, fiquei tentando digerir a história. Não consegui. As cenas ficaram passando na minha cabeça durante dias.
O filme é uma supresa boa. E muito dessa surpresa se deve pelo fato de que eu não esperava nada do longa. Achei que fosse mais uma produção cheia de clichês, falando da violência da cidade grande e de personagens batidos. O filme passa longe disso e choca pela realidade que passa.
Saiu na Folha desta sexta-feira os dados da Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), exame aplicado pelo governo paulista para avaliar as escolas esaduais. O ensino integral implantado nas instituições não resUltou em melhores notas. Das 60 escolas com período integral na capital, apenas quatro tiveram notas superiores às médias das demais unidades de sua região.
Os alunos foram avaliados em matemática e português. Em ambas as disciplinas o resultado não foi melhor. A Escola do Tempo Integral foi lançado em 2006 pelo então governador Geraldo Alckmin. Os alunos, que antes passavm cinco horas na escola, agora ficam nove. Acho que esse diagnóstico é resultado de uma série de fatores. Por que não houve melhora? Será que é a falta de qualificação dos professores? Ou a falta de interesse dos alunos? Ou ainda a infra-estrutura nas escolas?
Provavelmente é um mix disso tudo. Mesmo tendo que passar por uma prova muito concorrida para poder lecionar no Estado, parece que falta melhoria na qualidade de ensino. Os professores também não podem fazer muito com pouca estrutura para trabalhare e a falta de interesse dos alunos. Está tudo interligado. Posso estar falando bobeira, mas acho que, em alguns casos, há um pouco de folga por parte dos professores.
Segundo uma pesquisa da Saresp, 85,7% dos professores corrigem as lições de seus alunos e outros 5,2% não corrigem. Outros 7,8% preferem não passar lição para que os estudantes façam em casa e tragam para avaliação. Não passam lição? Qual o motivo? O trabalho de corrigir depois?
Depois da divulgação desses dados, o governo anunciou um plano emergencial para recuperar a qualidade de ensino (se é que algum dia houve).
Para contornar essa situação lamentável, o governo estadual preparou uma série de medidas para serem implantadas a partir de 2 de abril. Cada uma das escolas que não apresentaram evolução, receberá uma eqipe pedagógica composta pelos melhores professores do Estado. Essa "elite do ensino" vai fazer reuniões com professores das escolas e propor melhorias. Também serão oferecidos cursos de especialização para esses professores em universidades.
A partir de agora, os alunos também vão contar com reforço desde o começo do ano e vai ter até um "cursinho intensivo" para alunos que estão terminando o Ensino Médio e tem a intenção de entrar em uma universidade (Infelizmente não são todos que querem contunuar estudando). Para alunos do 3º ano do E.M. serão dadas duas opções: reforço para os que querem passar no vestibular ou ensino técnico voltado para a gestão de pequenas empresas.
É, as inciativas só são tomadas quando o bicho pega. Antes mesmo que a imprensa tenha tempo de criticar e dar os seus pitacos sobre o que fazer para melhorar a educação no país, o governo se adiantou e divulgou as medidas. Temos que ver se vai funcionar e, principalmente, se essas medidas vão ser tomadas. É aguardar e conferir!
Estreou nesta segunda-feira, 17 de março, na Band, o programa que estava faltando na tv brasileira: "Custe o que custar" (CQC). O programa, que é inspirado no "Caiga quien Caiga", da Argentina, faz um jornalismo irreverente. Comandados por Marcelo Tas (o memorável Ernesto Varela, para os mais velhos, e Telekid, do Castelo Rá-Tim-Bum, para os mais novos), a equipe aposta no humor ácido para conquistar o público. Eles perguntam tudo o que sempre quisemos perguntar para políticos e celebridades, mas nunca tivemos a oportunidade e a cara-de-pau. Eu, como jornalista, me senti aliviada com o programa, porque nunca iria poder fazer essas perguntas e agir da maneira como eles agem com meus entrevistados. Agora, tem quem faça isso para mim. Chorei de rir com o Repórter Inexperiente entrevistando a Gretchen. Muito boa também a reportagem do Rafinha Bastos com o Raul Crhistiano. Quem não assistiu, é só procurar no You Tube. Vale a pena. Então, não percam. Toda segunda, às 22h15.