Saiu na Folha desta sexta-feira os dados da Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), exame aplicado pelo governo paulista para avaliar as escolas esaduais. O ensino integral implantado nas instituições não resUltou em melhores notas. Das 60 escolas com período integral na capital, apenas quatro tiveram notas superiores às médias das demais unidades de sua região.
Os alunos foram avaliados em matemática e português. Em ambas as disciplinas o resultado não foi melhor. A Escola do Tempo Integral foi lançado em 2006 pelo então governador Geraldo Alckmin. Os alunos, que antes passavm cinco horas na escola, agora ficam nove.
Acho que esse diagnóstico é resultado de uma série de fatores. Por que não houve melhora? Será que é a falta de qualificação dos professores? Ou a falta de interesse dos alunos? Ou ainda a infra-estrutura nas escolas?
Provavelmente é um mix disso tudo. Mesmo tendo que passar por uma prova muito concorrida para poder lecionar no Estado, parece que falta melhoria na qualidade de ensino. Os professores também não podem fazer muito com pouca estrutura para trabalhare e a falta de interesse dos alunos. Está tudo interligado. Posso estar falando bobeira, mas acho que, em alguns casos, há um pouco de folga por parte dos professores.
Segundo uma pesquisa da Saresp, 85,7% dos professores corrigem as lições de seus alunos e outros 5,2% não corrigem. Outros 7,8% preferem não passar lição para que os estudantes façam em casa e tragam para avaliação. Não passam lição? Qual o motivo? O trabalho de corrigir depois?
Depois da divulgação desses dados, o governo anunciou um plano emergencial para recuperar a qualidade de ensino (se é que algum dia houve).
Para contornar essa situação lamentável, o governo estadual preparou uma série de medidas para serem implantadas a partir de 2 de abril. Cada uma das escolas que não apresentaram evolução, receberá uma eqipe pedagógica composta pelos melhores professores do Estado. Essa "elite do ensino" vai fazer reuniões com professores das escolas e propor melhorias. Também serão oferecidos cursos de especialização para esses professores em universidades.
A partir de agora, os alunos também vão contar com reforço desde o começo do ano e vai ter até um "cursinho intensivo" para alunos que estão terminando o Ensino Médio e tem a intenção de entrar em uma universidade (Infelizmente não são todos que querem contunuar estudando).
Para alunos do 3º ano do E.M. serão dadas duas opções: reforço para os que querem passar no vestibular ou ensino técnico voltado para a gestão de pequenas empresas.
É, as inciativas só são tomadas quando o bicho pega. Antes mesmo que a imprensa tenha tempo de criticar e dar os seus pitacos sobre o que fazer para melhorar a educação no país, o governo se adiantou e divulgou as medidas. Temos que ver se vai funcionar e, principalmente, se essas medidas vão ser tomadas. É aguardar e conferir!
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