
Tá aí um filme que me surpreendeu: "O Signo da Cidade", longa produzido, estrelado e roteirizado por Bruna Lombardi, e dirigido pelo seu marido, Carlos Alberto Riccelli.
O filme gira em torno da astróloga Teca, vivida por Bruna, que tem um programa de rádio, onde ajuda as pessoas. Ela é o centro de todas as histórias, que são entrelaçadas, lembrando um pouco "Crash - no limite", de Paul Haggis. Todos os personagens tem alguma ligação com Teca. O pai que está internado, a equipe que cuida dele no hospital, a amiga do programa de rádio, um louco que é obcecado por suas leituras astrais, seus ouvintes, seu vizinho e a mãe.
As histórias são ambientadas em São Paulo e é repleto de desgraças, com cenas fortes. Há assassinatos, mortes, espancamentos, tiros, assaltos. O filme é um choque para quem assiste. Quando a luz se acendeu no cinema, todos que estavam na sala ficaram parados, olhando para a tela por uns bons minutos. Fui a última a sair, fiquei tentando digerir a história. Não consegui. As cenas ficaram passando na minha cabeça durante dias.
O filme é uma supresa boa. E muito dessa surpresa se deve pelo fato de que eu não esperava nada do longa. Achei que fosse mais uma produção cheia de clichês, falando da violência da cidade grande e de personagens batidos. O filme passa longe disso e choca pela realidade que passa.
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